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Fabricação de
Violinos “Eu faço o formato da frente dele, recortando com 15cm de grossura. Depois, faço a parte de dentro. Precisa de paciência e atenção no serviço”, ensina seu Juca. A madeira é escolhida com sabedoria. “O pinho de riga é a madeira ideal para a frente do violino. Pode fazer o lado e a traseira de marfim ou de cedro. Mas a frente tem que ser de pinho de riga, que dá o som perfeito e resistência na fibra, que agüentam o peso da corda”. É um mês de trabalho para fazer cada instrumento. Na oficina, o barulho não pára. Mas a única preocupação de seu Juca é com o som que será emitido depois. “Os meus violinos têm uma coisa: as características internas são todas iguais. Então, o som deles é tudo igual também”, explica. Seu Juca também já experimentou fazer outros instrumentos. “Outro dia fiz um cavaquinho, sabe? E fiquei satisfeito de ouvir porque é um som bonito, sadio de ouvir, né? Porque tem instrumento que tem um som melhor, mais refinado”, descreve. Na oficina de seu Juca, este um dos primeiros violinos que ele fabricou. É este que deu de presente para um dos netos, Lamartine. O nome foi em homenagem a Lamartine Babo. Ou seja, a música esta na alma desta família. Seu Juca nunca estudou música. Foi de tanto ouvir que aprendeu a tocar. Lamartine, o neto que ganhou o violino, hoje estuda instrumentos antigos na universidade. Quando está em Itapecerica, acompanha o avô, para orgulho de seu Juca. “Eu acho que a música é vida, porque quem não canta, não tem prazer na vida. Eu acho que a música suaviza a alma”, finaliza seu Juca. |